Associação Portuguesa do Cavalo Árabe

Associação Portuguesa do Cavalo Anglo-árabe

Associação portuguesa do Cavalo luso-árabe

 

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Acolhimento

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O congresso da WAHO, em Damasco (Síria),

em Abril de 2007

 

Os trabalhos dos congressistas decorreram da melhor forma e importantes decisões foram tomadas, como os nossos Sócios têm conhecimento através do relatório apresentado pelo nosso Presidente, Dr. Manuel Heleno, que nos representou naquela importante reunião internacional.

Para uma informação menos técnica mas de grande interesse, aqui reproduzimos parte de um artigo escrito por Manuel Heleno sobre o que viu naquele País.

 

Síria, País de Cavaleiros

Com os seus 20 milhões de habitantes, a Síria viu nascer a civilização há uns 12.000 anos. Damasco, a capital, é considerado a mais antiga cidade habitada do mundo e foi naquele país que nasceu o primeiro sistema alfabético.

Ponto de encontro do oriente com o ocidente, na Síria cruzaram-se diversos impérios e diferentíssimas culturas, o que deu àquele povo uma personalidade vincada.

Mas, nos 7.000 quilómetros que percorri, a maior surpresa foi a de verificar o amor sincero que os sírios dedicam ao cavalo, continuando uma tradição milenária. Fiquei com a impressão que se só houver uma tâmara para o almoço, ela ser-lhe-á dada.

 Incontestavelmente, os sírios gostam apaixonadamente do Cavalo Árabe, que lhes retribui comportando-se como um cão fiel ao dono. Vi um cavaleiro apear-se e apontar para o chão, como quem diz “aguarda aí”. Afastou-se e foi conversar com os amigos. Um bom momento depois assobiou. O cavalo respondeu vindo alegremente a trote, ter com o amo.

No centro da cidade de Damasco
é frequente ver grupos de cavaleiros

Certo dia, no deserto, surgiu um pouco de vento que levantou alguma areia. Em poucos minutos todos os equídeos foram presenteados com um pano sobre as ventas, afim de não inalarem qualquer poeira que os prejudicasse. Ao Sol, com temperaturas superiores a 50 graus, há sempre o cuidado de lhes cobrir o dorso. E de noite, dormem na tenda com a família. Evidentemente, não estamos a falar dos sultões mas sim do povo, para quem o cavalo é um meio de transporte, de trabalho e de orgulho.

Não vi o uso de esporas, nem varas. Na sua maioria os animais são montados sem nada na boca, obedecem à voz e recebem constantemente festas. 

O chefe da tribo recebe os convidados de
espada em punho

No norte, junto à fronteira com a Turquia e a uns 20 quilómetros do Iraque, na Tribo Aneze Kabajib, era dia de festa e ia haver uma corrida de cavalos. O chefe empunhava a espada e a assistência estava febril. Faltavam alguns minutos para a chegada da corrida. Sim, porque a partida não a vimos dado que foi dada algures nas areias do deserto, a 10 km da meta! E soube depois que para participarem na corrida, alguns concorrentes percorreram 100 km, evidentemente montados e sem água para beber!

E no entanto, veja-se a fotografia da chegada do equino vencedor, narinas abertas, todo estendido, os 4 membros longe do solo, num galope de cavalo ainda fresco! 

         

Ao fim de 10 km de corrida a meta é cortada num galope soberano de beleza e o vencedor
é tratado em herói, tendo mesmo a suprema honra de empunhar a espada do Chefe da Tribo

O vencedor é ali considerado um herói, e tem mesmo a suprema honra de poder exibir com galhardia a espada do chefe da tribo, durante a chuva de aplausos que lhe são dirigidos.

Enfim, muito havia a dizer desta inesquecível viagem, em que encontrei um povo simpático que pode servir de exemplo na maneira de compreender e tratar os seus amigos cavalos. E é de lembrar que foi da Tribo Sh’ammars que Portugal importou os seus primeiros Cavalos Árabes.

 

Um jovem cavaleiro despede-se de nós

 

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O congresso da WAHO, em Varsóvia,

de 8 a 16 de Agosto de 2004

 

Com uns 50 países representados e uns 300 congressistas, realizou-se mais um Congresso da WAHO. Na nossa intervenção, que pelo interesse manifestado parece ter agradado, falámos no nosso Stud-book, nas nossas origens e na nossa criação, nas antigas e nas actuais provas de selecção, na qualidade funcional dos nossos Árabes, nos seus brilhantes resultados desportivos e tauromáquicos, no livro que lançamos, no projecto dos 1.000 km em Novembro de 2005, etc.

Dado que mais tarde será distribuído um relatório completo, vamos tentar resumir ao máximo o essencial de um Congresso que durou vários dias (das 9 às 17 horas), que foi de grande interesse e em que se tomaram decisões da maior importância.  

 

50 países representados por 300 congressistas

 

Fecho do Stud-book mundial do Cavalo Puro Sangue Árabe

É uma decisão histórica! A partir desta data nenhum cavalo pode ser inscrito como Puro Sangue Árabe, se os pais não estiverem já inscritos num stud-book reconhecido pela WAHO.

Isto põe um termo definitivo à possibilidade de inscrever animais que ainda não estavam registados, como acontecia com os pertencentes a tribos nómadas, a que era difícil fazer chegar a informação da obrigatoriedade de inscrição dos animais.

É uma decisão que abraçávamos há vários anos e que tem como consequência a preservação da pureza da raça. A resolução foi tomada depois de viva discussão e após a votação dos delegados dos diferentes países na Assembleia-geral (26 votos a favor, 16 contra e 14 abstenções).

 

Passaportes

Brevemente haverá um passaporte europeu standard, com o tamanho e forma de um cartão de crédito, com inúmeras indicações internas (nome do cavalo, data nascimento, nº microship, stud-book e seu nº, criador, exames sanitários, etc.).

Um passaporte é um documento vitalício que não deve ser substituído mesmo em caso de importação.

Um passaporte não deve servir de prova de propriedade.

Os passaportes da FEI não devem ser aceites para inscrição de um animal importado no stud-book do país importador.

 

Microship

Em breve será obrigatório.

A sigla do País de origem deve estar contida no microship.

O nº do microship deve ser transcrito para o banco de dados do Stud-book.

O microship é uma ajuda na identificação, mas não deve de forma alguma constituir a única identificação do animal.

 

Stud-book

Pelo menos todos os 4 anos deve ser editado um novo volume.

Estuda-se a possibilidade de serem editados unicamente em DVD ou CD.

Os animais de países cujo stud-book não está reconhecido pela WAHO não podem ser inscritos no Stud-book de um país membro da WAHO.

 

Inseminação artificial

É admitida, seja ela sob a forma fresca, semi-fria ou congelada.

 

Transferência de embriões

Só deve ser permitido um embrião por égua e por ano.

Cada país deve especificar se o criador é o proprietário da égua que recebe o embrião ou o proprietário da égua que o deu.

 

Clonagem

Não aceite pela WAHO.

 

Nome de um cavalo

Pode conter até 26 caracteres incluindo espaços.

O nome de um animal não pode ser mudado sem autorização do stud-book de origem.

 

Base de Dados

A WAHO está a estudar a realização de uma base de dados universal para o Puro Sangue Árabe, base de dados que será colocada na internet.  

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Uma das mesas durante o Jantar de Gala

 

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Última actualização: 10 novembre 2012