Associação Portuguesa do Cavalo Árabe

Associação Portuguesa do Cavalo Anglo-árabe

Associação portuguesa do Cavalo luso-árabe

 

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Acolhimento

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NOTÍCIAS E RESULTADOS

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Acta da 19ª Assembleia-geral  (08/06/2014)

(APCA, APCAA e APCLA)

 -  domingo, dia 8 de Junho às 15 horas, na Quinta do Inquisidor

 

 

Tendo-se verificado que estavam presentes 51% de Sócios com as cotas de 2013 em dia, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. Manuel Machado Faria, deu início aos trabalhos

 

1 – Presenças. Impedimentos.
Desculparam-se, por estarem impossibilitados de assistirem à Assembleia Geral, os Senhores: João Lopes Aleixo, Jorge Rodrigo Nunes Vasconcelos Bobone (que nomeou um representante), e Joaquim Marçal.

2 – Aprovação da Acta da 18ª Assembleia-geral
Foi aprovada por unanimidade.

3 – Relatório e Contas do ano transacto
Foi aprovado por unanimidade. Felicitamo-nos por verificar que, como de costume, o saldo é largamente positivo, fruto de uma administração extremamente apertada. Junta-se em anexo o resumo do balanço de contabilidade (o detalhe pode ser examinado por qualquer Sócio, junto do nosso Tesoureiro, Senhor Eng. José Maria Vaz Freire).

4 - Jóias e cotas
Dada a época gravosa que os Criadores atravessam, foi aprovado por unanimidade o não aumento dos preços dos vários actos que praticamos (votadas na 16ª Assembleia Geral), preços esses bastante inferiores aos correntemente praticados.

5 – Cotas em divida
Foi lembrado pelo Dr. Manuel H. Domingues-Heleno, Presidente da APCA:
- que nossas Associações vivem exclusivamente das cotizações dos Sócios e dos pagamentos de serviços que por nós lhes são fornecidos, com descontos substanciais (exemplo - Inscrição de um equino: Sócios 60 €, não Sócios 150 €)
- que existem 26 Sócios que não regularizam as suas cotas há 3 anos ou mais!

Assim, sob proposta unânime da Direcção, em acordo com os nossos Estatutos, os Sócios com um atraso de pagamento das cotizações superior a 12 meses, perdem a sua qualidade de associados, radiação que deve ser ratificada pela Assembleia Geral.

Manuel Heleno propôs que por uma questão de elegância os nomes dos devedores não fossem citados e propôs à Assembleia Geral decidir que todos os que se encontram em falta de pagamento possam liquidar as suas dívidas até 30 dias após o recebimento da presente acta (digamos até 19 de Julho), após o que perderão a sua qualidade de associados, desaproveitarão de todos os descontos de que gozam os nossos Sócios e deixarão de receber correio das Associações. Esta proposta de radiação foi ratificada por unanimidade pela Assembleia Geral.

6 – Relatórios de actividades dos Presidentes das três Associações
O Presidente da Associação Portuguesa do Cavalo Luso-árabe, Dr. Caetano de Oliveira Soares, lembrou que o Stud-book do Luso-árabe se encontra ainda aberto e que há grandes vantagens em inscrever os animais naquele Livro, tanto mais que, em resultado de uma intervenção de Manuel Heleno, a Senhora Ministra prometeu solicitar o devido subsídio europeu para os criadores daquela raça autóctone.
Manuel Heleno insistiu que quem tem animais que respondem à raça, os inscrevam rapidamente, pois o Livro Anexo ao Livro Genealógico do Cavalo Luso-árabe vai fechar no final deste ano. E explicou que quem tem animais cujos pais não foram inscritos num Stud-book e que portanto não podem entrar directamente no livro Genealógico daquela raça, os apresentem à Comissão do Stud-book do LA, que poderá optar por os inscrever no referido Livro Anexo se houver suficiente qualidade e se estiverem no padrão da raça (o que permite que os filhos já sejam inscritos no Stud-book como verdadeiros LA).
Foi desvendado pelo Senhor Saul d’Almeida o nome de um Criador que deseja fazer a inscrição de uns 20 animais. Ficou agendado que a Comissão do Stud-book do LA se deslocaria aquela Coudelaria nos próximos 15 dias, em data a fixar com o interessado.
O Presidente da APCA lembrou ainda que o Stud-book do Cavalo Puro Sangue Árabe, terá de ser actualizado com alguma brevidade.

7 – Endurance
Manuel Heleno referiu-se à importância da disciplina de Endurance no contexto nacional e internacional, e à sua importância para a divulgação e selecção do Cavalo Árabe. Propôs que as nossas Associações organizassem anualmente um Raide aberto a todas as raças, e que teria lugar na Companhia das Lezírias, na Barroca, ou na Comporta, o que obteve o acordo unânime da Assembleia Geral.
Lembrou também que o principal objectivo que cabe a associações como as nossas, é a organização de provas de promoção para cavalos novos (40 e 80 km).
Para o estudo e elaboração de um plano prévio para a concretização do “Raid da Associação Portuguesa do Cavalo Árabe”, ficaram designados o Senhor Eng. Caetano Macedo de Oliveira Soares, o Senhor Arq. José Francisco Falcão e o Senhor Arq. Luís Ressano Garcia Lamas.
Depois de uma longa troca de impressões foi decidido que este ano, em Setembro ou Outubro, se organizariam provas a nível nacional, e que no próximo ano se instituiriam também competições de nível internacional, para o que se deve contactar rapidamente a FEI (marcação de data).
O Senhor António Nobre de Oliveira propôs que fosse estudada a possibilidade de organizar uma prova de endurance na região de Coimbra, que tem muitos Criadores, e onde já houve provas da especialidade. A sugestão foi aceite com interesse e será estudada para a realização de uma prova no ano de 2016.

8 – Campeonato de Portugal do PSA
Tendo estado Manuel Heleno no hospital, impossibilitado de se ocupar da organização do Campeonato de Portugal em 2013, este não se realizou. Ora, parece essencial expor publicamente o Cavalo Puro Sangue Árabe, mostrando-o miudamente aos interessados.
Foi o que levou Manuel Heleno a obter o acordo do Senhor Presidente da Câmara Municipal da Golegã para organizar de novo o Campeonato de Portugal na Feira Nacional do Cavalo, em 2014.
Para que as provas tenham maior impacto pelo número de concorrentes em liça, foi decidido não realizar a prova de animais de 1 ano, e de promover uma prova que reúna os animais de 4 e mais anos. Os 2 e 3 anos serão como habitualmente julgados separadamente. Só se realizarão as provas em que haja pelo menos 4 inscritos.
Em acordo com a sugestão do Senhor Arq. Luís Ressano Garcia Lamas à Direcção, foi decidido que aos concorrentes será concedido pela APCA um “subsídio de presença”, no valor de 50 € por cavalo inscrito e presente na competição.

9 – Ficha de Criador
Para actualizar o registo de Sócios da Associação Portuguesa do Cavalo Puro Sangue Árabe, da Associação Portuguesa do Cavalo Anglo-árabe e da Associação Portuguesa do Cavalo Luso-árabe, foi enviada a todos os nossos Sócios uma Ficha de Criador, pedindo o favor de a completarem e enviarem para
puro-sangue-arabe@sapo.pt.
As informações solicitadas são indispensáveis para conhecer a realidade da criação cavalar dos nossos Criadores, podendo assim as Associações agir em conhecimento de causa junto dos organismos estatais e particulares, o que é fundamental.
Explicado que foi o interesse de tal ficha, Manuel Heleno solicitou a todos os que ainda não o fizeram o favor de a preencher e de a devolver logo que possível (impresso em anexo).  

10 – Website
O nosso website, a que muitos não parecem dar a devida importância, é na nossa época algo de fundamental, e todos devem nele participar.
Tendo obtido o seu acordo prévio, Manuel Heleno propôs que a Assembleia Geral concordasse em que o referido site passasse a ser actualizado pelo nosso sócio Senhor Arq. Luís Ressano Garcia Lamas, e oportunamente pelo presidente da APCA. Insistiu para que todos os Sócios enviassem à Direcção notícias de interesse, incluindo para publicitar os próprios animais.
Sobre proposta de um dos presentes o site ficará em perfeita sintonia com novas páginas das nossas Associações no FaceBook, e similares.
Ainda sobre a internet Manuel Heleno informou ter feito um blog que, estranhamente, também ele não obteve a necessária e esperada participação dos interessados.

11 - Inscrição dos poldros
Foi lembrado que, como decidido em AG, a data limite para o pedido de inscrição dos poldros na Associação e no Stud-book, é fixada até 1 de Julho do ano de nascimento. Os retardatários pagarão as respectivas inscrições 3 vezes mais caras. O referido pedido deve ser feito mesmo se o resultado oficial das análises pedidas não tiver chegado. Esta regra já está implantada em vários países, e brevemente será uma obrigação em todo o espaço europeu.

12 – Comercialização de sémen
A apresentação da listagem de venda de sémen dos melhores cavalos de endurance a nível internacional, deveria ter sido entregue pelo Senhor Vasco Avó na nossa Secretaria, em Janeiro passado, como tinha sido determinado na nossa última Assembleia Geral.
Pelo Senhor Dr. Caetano de Oliveira Soares foi proposto que a Associação crie um banco de sémen dos melhores padreadores. Foi sugerido que os proprietários que desejem capar muito bons cavalos que possuam, antes de o fazerem proponham à Associação a recolha de sémen. Este seria depois vendido aos interessados, recebendo o proprietário do garanhão em que foi colhido o sémen uma percentagem elevada da importância da venda (50% ?).

13 - Cavalos vendidos
Vender equinos sem que sejam entregues ao comprador os devidos documentos é proibido legalmente e, quando se trata de uma venda para o estrangeiro, dá uma péssima impressão do País. Manuel Heleno pediu a maior atenção para o assunto.

14 – Problemas que enfrentamos
Manuel Heleno deu conta à Assembleia Geral dos contactos havidos e dos correios enviados aos responsáveis governamentais, sobre os principais problemas que enfrentamos: oposição ao projecto de novos estatutos para a Fundação Alter Real, venda do efectivo Árabe do Estado, pedido do efectivo árabe que resta ao Estado, subsídio às raças autóctones, subsídios aos Criadores, necessidade de corridas de cavalos em Portugal como fonte de riqueza, etc. (cópias destes correios foram oportunamente enviadas aos Sócios).

15 – CIAA
Por ser um dos seus 6 membros, Manuel H. Domingues-Heleno esteve presente na reunião do Conselho de Administração da CIAA -
Confédération Internationale du Cheval Anglo-Arabe-, em Cagnes-sur-mer, França. Nele, confirmou-se a decisão importante de realizar um Stud-book universal para o Cavalo Anglo-árabe, acessível a todos a nível mundial. No que respeita o nosso Stud-book do Cavalo Anglo-árabe, é possível que haja dificuldade em que o Estado financie as modificações informáticas necessárias.

16 – WAHO
Foi referido que a WAHO parece continuar a ter alguns problemas com a legislação cavalar proposta pela Comissão Europeia, regulamentação que lhe retiraria muito poder.

17– Juízes
Manuel Heleno lembrou a necessidade absoluta de formar Juízes para as provas de Modelo e Andamentos. Explicou que cabe aos interessados a Candidatos a Juízes, contactarem-no antecipadamente, ou à Direcção, para informar de quais as provas em que desejam praticar o julgamento.
Recordou também que o Regulamento de Julgamentos nos Concursos Oficiais de Modelo e Andamentos,
no seu Artigo 37º estabelece: “Os Candidatos a Juízes só podem ser reconhecidos como Juízes da Lista B, quando tiverem acompanhado um Juiz e notado os concorrentes de uma ou mais classes em pelo menos seis diferentes concursos e em pelo menos vinte classes diferentes. Para aquele efeito devem apresentar ao Juiz que acompanharam as folhas de notação dos referidos concursos, por ele devidamente rubricadas. O referido Juiz informará depois as Associações que foi cumprido o estabelecido neste Regulamento e que, em consequência, o Candidato a Juiz pode ser inscrito como Juiz da Lista B”.
Para uma melhor informação enviou-se em anexo o
Regulamento de Julgamentos nos Concursos Oficiais de Modelo e Andamentos, devidamente homologado.
Propuseram-se como Candidatos a Juízes:
- Bruno Mendonça, Francisco Calisto, Francisco Freire, João Mexia de Almeida, Manuel Mira e Marcos Lopes.

18 – Sugestões
Alvitres dos presentes para angariar sócios, para valorizar o PSA, o AA e o LA, e para aumentar seu mercado.
Manuel Heleno lembrou que além das variadas decisões hoje tomadas nesse sentido, submetia à Assembleia Geral a ideia de propor à Associação Portuguesa de Concurso Completo a assinatura de um “Protocolo de Cooperação” entre as Associações, o que só pode trazer vantagens, sobretudo para os Criadores de Anglo-árabe e de Anglo-luso. A iniciativa foi aprovada pela Assembleia Geral.
Mais informou ter realizado em Évora, no II Colóquio de Resistência Equestre, uma palestra intitulada “O Cavalo Árabe”, que tratou detalhadamente das principais origens portuguesas. A primeira parte daquela conferência foi publicada no último número da revista EQUITAÇÃO, e a segunda parte será divulgada no seu próximo exemplar.
Também escreveu um artigo para o número especial Europa, no THE ARABIAN MAGAZINE. Aquele escrito, “The Arabian in Portugal”, muito ilustrado e completo, recebeu felicitações internacionais, nomeadamente do Director da publicação.

19 – Outros assuntos (não constantes da Agenda)
Foi dada a sugestão de se mandarem fabricar “placas de cavalariça”, para premiar os melhores animais.
Também foi referido que se estudasse a eventualidade de galardoar os melhores equinos das nossas raças em competição, em caso de se classificarem nos primeiros lugares. O assunto vai ser analisado pela Direcção.

Tendo-se dado cumprimento à análise e discussão dos diferentes pontos da Agenda, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. Manuel Machado Faria, deu por terminados aos trabalhos por volta das 18 horas.

 

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O Cavalo Puro Sangue Árabe

              Sua origem e suas principais linhas em Portugal

 

(Palestra do Dr. manuel H. Domingues Heleno, no
"II Colóquio de resistência equestre", aos 22/02/2014)

 

O Emir Abd el-Kader afirmou
que: “O Paraíso terrestre se
encontra sobre o dorso de um
cavalo, na leitura de um livro e
entre os seios de uma mulher”

 

 

Muitas fábulas e lendas tentam dar uma explicação para a incógnita da origem do Cavalo Oriental.

Pela sua simplicidade, a que mais seduz é aquela contando que: Deus agarrou então daquele vento do sul um punhado e criou um cavalo a quem disse “Nomeio-te e crio-te Árabe”.

Conta-se que Maomé, nascido na Meca em 570, profeta de Alá, ordenou que numa cerca à borda de um ribeiro de águas límpidas e frescas, uma centena de éguas fosse voluntariamente privada de beber durante vários dias.

Maomé mandou depois abrir a vedação. As éguas correram precipitadamente para o ribeiro. O profeta chamou-as. Só cinco vieram alegremente ter com o dono, antes de beberem. Então, Maomé abençoou-as. São conhecidas pela denominação das “5 do profeta” e seriam elas as matriarcas da raça Árabe.

Em verdade, a origem do Cavalo Árabe é muito discutível e cada região da África do Norte, do Próximo ou do Médio Oriente, pode reivindicar a honra de ser o berço da raça.

Mas, se não podemos ter uma certeza sobre o local de origem do cavalo antepassado do actual Puro Sangue Árabe, não restam dúvidas que foi na antiga Mesopotâmia que o Cavalo Oriental começou a sua prodigiosa e vertiginosa carreira. Com efeito, foi naquela zona geográfica que as rivalidades entre tribos e as frequentes guerras mostraram as suas capacidades na batalha e o tornaram indispensável para vencer.

Pessoalmente, estou convencido que os antepassados do Árabe devem ser procurados na Mesopotâmia, talvez entre o Tigre e o Eufrates, ali mesmo onde viveu uma das primeiras civilizações do Mundo. E que foi daquela região que, provavelmente, ele passou para a Península Arábica, país não muito propício ao cavalo, mas onde a paciência, o carinho, a inteligência e a tenacidade dos beduínos triunfaram de todas as dificuldades.

E mesmo se a proveniência do Cavalo Árabe é incerta, temos a certeza que a sua individualidade se formou nas dificuldades do nomadismo, na austeridade do deserto, na experiência de um clima inóspito, na dureza das batalhas, na poeira das caçadas e numa natureza em que só uma elite sobreviveu, o que nele incrementou as suas fabulosas qualidades de rapidez, de coragem, de sobriedade e de resistência, que desde logo o distinguiram de qualquer outra raça.

De qualquer forma, seja ela qual for a origem longínqua do Cavalo Oriental, só por si ele representa um importante traço de união entre os países Árabes e o resto do Mundo.

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A fascinação pelo Cavalo pode ser considerada um atributo distintivo do povo Árabe, que desde a época pré-islâmica o descreveu detalhadamente, empregando o seu génio poético para dar a conhecer aquele que o servia em todas as actividades.

Mais tarde surgiu uma literatura menos romântica, mais técnica, que nos presenteou com os primeiros tratados sobre hipologia e hipiatria.

A partir do século V, para mais facilmente definirem as particularidades do Cavalo Oriental e para melhor ilustrarem o que queriam transmitir, autores antigos fizeram comparações diversas, algumas cheias de imaginação e humor, fazendo por exemplo o paralelo entre os dois seres vivos que mais amavam, a mulher e o cavalo. E é assim que: Como a mulher, a boa égua devia ter o peito alto, a anca redonda e a mansidão.

 

Na história da sua terra natal o Cavalo Oriental embeleza quase todas as manifestações artísticas, o que representa um prodigioso enriquecimento cultural para o Mundo.

A presença daquele equídeo na Arte é intemporal. Estende-se da época pré-histórica, com as pinturas rupestres, aos nossos dias. Mas é com o Cavalo Oriental, e particularmente com o Cavalo Árabe, que ela atinge o seu apogeu.

Poetas, pintores, escultores, todos se extasiaram face à beleza, graça, personalidade e nobreza do Cavalo Oriental. Seja em que época for, a todos inspirou, tenham eles a nacionalidade que tiverem. E a todos uniu numa cultura sem fronteiras e sem preconceitos, dando à Arte a universalidade que ele mesmo representa.

 

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O Puro Sangue Árabe resulta de uma selecção natural e humana que visou a rusticidade, a docilidade, a resistência, a velocidade, a funcionalidade, as origens e a beleza.

Em verdade, naqueles tempos, os povos orientais julgavam os seus animais na acção, pela resistência à fadiga, à fome e à sede, pela maneabilidade no combate, pela coragem na caça e pela obediência e dedicação ao seu dono. Sem dúvida davam uma maior importância às qualidades físicas e de carácter, que aos dons puramente estéticos. Isto não quer dizer que a beldade do animal não tinha importância. Tinha-a e muita, pois era sinónimo da tão procurada e indispensável pureza, definindo “o tipo” do Cavalo Oriental que mais tarde se tornaria no Puro Sangue Árabe.

Norteada por qualidades tão diversas e praticadas durante séculos, esta selecção deu ao Árabe uma polivalência nunca atingida pelos outros equinos, o que faz dele um animal completo e capaz de transmitir às outras raças cavalares todos os seus dons, como é claramente demonstrado pelo facto de que nenhuma raça cavalar, digna desse nome, ter existido antes do Árabe melhorar as éguas autóctones dos diferentes países.

Mas esta apuração de pouco teria servido, se uma atenção particular não tivesse sido dada à reprodução cavalar deste a noite dos tempos. Os povos do Médio Oriente e África do Norte escolhiam minuciosamente os cruzamentos e preocupavam-se primordialmente com as origens, reportando sobre o animal o gosto que tinham da sua própria genealogia. As linhas maternas eram as mais importantes e eram transmitidas oralmente de pai em filho. As cobrições faziam-se sempre na presença de testemunhas, que as podiam confirmar. Gerou-se assim um primeiro Livro Genealógico de tradição oral.

Além do que já referi, o Cavalo Oriental também sofreu um importantíssimo apuramento ditado pelas corridas, ao longo de séculos. Em monumentos egípcios com 4.500 anos, já estão representadas corridas de carros puxados por dois cavalos orientais.

Maomé foi provavelmente o primeiro a servir-se das corridas como modo de selecção: o vencedor era eleito reprodutor de elite, e chamavam-lhe “ôtant”, que significa “aquele que tira preocupações ao seu dono”.

Felizmente, nos nossos dias, a corrida plana continua a servir as necessidades de selecção de alguns países, como é o caso da Polónia e muito mais recentemente da França. Para não falar do actualíssimo apuramento realizado pelas duríssimas provas de Endurance, praticadas hoje em todos os continentes.

Com estas premissas, não é surpreendente que hoje se encontrem Cavalos Árabes completos, polivalentes, capazes de rivalizar com as outras raças e mesmo vence-las em muitas disciplinas equestres, e particularmente em Longa Distância, provas em que o PSA é rei incontestado.

 

 

*****

Não sabemos ao certo quando foi introduzido na Península Ibérica o Cavalo Árabe, mas a partir de 710 as sucessivas invasões islâmicas trouxeram para terras hoje portuguesas numerosos cavalos orientais, que deixaram grandes marcas, dado que a presença árabe no extremo sul de Portugal durou até ao século XIII (1248).

Mais tarde, já no século XVI, a pioneira expansão Lusitana no Mundo levou os Portugueses a dominarem muitos mercados orientais, trazendo para o nosso país o que de mais raro lá existia. E entre essas riquezas contava-se o Cavalo Oriental.

A partir do século XVIII os Cavalos Árabes distinguiram-se particularmente. Na Grã-Bretanha eles deram origem ao Puro Sangue Inglês, na Rússia ao Orloff, e, no século XIX, em França, ao Anglo-árabe.

A campanha de Napoleão no Egipto acentuou a tendência para utilizar animais de raça pura, trazendo para a corte francesa a moda do Cavalo Árabe, a montada preferida do Imperador. Uma moda que influenciou quase toda a Europa, gosto que não deixou de atingir Portugal, como documentam as importações feitas do Egipto e de Constantinopla entre 1812 e 1876. Infelizmente, destas importações, não há descendência pura reconhecida.

Para a história do Árabe em Portugal, só as aquisições feitas a partir de 1902 têm interesse, por alguns daqueles animais terem uma descendência ainda hoje representada em raça pura.

Assim, em 1902 foram importados da Argélia o cavalo Zerai e a égua Zélia, ambos da “Jumenterie de Thiaret”. Deixaram como descendência a égua Guizeh, mãe da Presumida e da Risonha, ambas filhas do Silfire.
          
Em 1903, do Oriente, foram importados três machos (Fehran, Deheiman e Nemyr) e quatro fêmeas (Saada, Nazly, Fhara I e Fhara II). Duas destas éguas foram compradas em Beirute por 1.380 e 1.900 escudos, as outras duas foram adquiridas em Constantinopla, uma delas por 2.750 escudos, tendo a outra sido negociada em conjunto com um garanhão por 9.000 escudos. Também naquela cidade foram pagos 1.150 escudos e 2.000 escudos pelos outros dois machos.

          Todos estes animais foram transportados para Constantinopla (hoje Istambul), donde partiram por via marítima para Lisboa e depois, por caminho-de-ferro, para Santarém, tendo dado entrada na Coudelaria Nacional em 25 de Março de 1903.

          Dos machos, só Fehran tem uma descendência que chega aos nossos dias em raça pura, por intermédio de suas filhas Syria e Umbella (filhas de Nazly), e de Uri e Zaza (filhas de Saada). Os descendentes da Umbella e da Zaza chegam até nós muito representados e estão na origem de um dos monumentos da criação cavalar portuguesa, o garanhão Xélio.
        A Saada foi comprada prenha e trazia no ventre o Pakir, tendo a excelente descendência deste último, bem como a de sua mãe, chegado aos nossos dias em raça pura. A Nazly e a Saada (esta da casa de Beih Abdel Melek, da tribo Sh’ammars), podem considerar-se as matriarcas das mais antigas linhas árabes portuguesas.
        Da Grã-bretanha é importado, em 1921, o garanhão Fursan, nascido em 1916, em Crabbet Park Stud, coudelaria de Lady Wenworth, que tinha comprado quase todos os seus reprodutores no deserto, onde se dirigiu amiúdas vezes. Com uma boa origem e 1 metro e 50 centímetros de altura, Fursan esteve no Depósito de Mafra até 15 de Outubro de 1925. Deixou só um filho em raça pura, o excelente Lírio (filho da Zaza), pai da Valéria.

         Em 1932 são importados de Espanha o poldro Aksoum, nascido na coudelaria de Don Cristóbal Colón y Aguilera, Duque de Veragua, e o cavalo Ajlun por ele adquirido em Inglaterra em 1926. Deste não há descendência inscrita. Em compensação, o Aksoum, deixou inúmeros e bons filhos e filhas: Diabo, Diabólica, Piafé, Realto, Soada, Siamesa, etc.

         Aksoum, que custou 2.000 pesetas e tinha 1 metro e 57 centímetros de altura, era filho de Razada, um cavalo da Coudelaria de Crabet Park, e de Radjef, que tem uma origem inglesa pelo pai e argentina pela mãe.

         É de notar que este cavalo prestou as provas de selecção de reprodutores da Coudelaria Nacional aos 4 anos, tendo sido dada a seguinte apreciação: “Aprovado. Em 15 de Novembro, percorreu 70 quilómetros em 6 horas, paragens incluídas e com o peso de 76 quilos. Em 16 de Novembro, fez 3000 metros em pista, cortada por 9 obstáculos – varas e sebes – no tempo de 5’ 19’’ 2/5 (562 metros por minuto) e com o peso de 70 quilos. A prova de estrada assim como a pista efectuaram-se debaixo de chuva, por este motivo a pista encontrava-se em péssimas condições o que prejudicou imenso a velocidade do galope”.

         Em 1932, foi também importado de Espanha mais um produto da criação do Duque de Veragua, o garanhão Giafar, nascido em 1 de Março de 1931 e comprado por 2.000 pesetas. Giafar era um cavalo de excelente origem: o pai era o Campeão Razada, um Crabet Park, e a mãe Deriva (da “Yeguada Militar” espanhola) era uma filha do famoso campeão polaco Wan Dick e da égua Farja II, nascida no deserto. Giafar tem importância por ter deixado uma filha, Zigna, que é a mãe da Diabólica, mãe do Lisol, pai do Xélio, que deixou em Portugal sessenta e seis filhos e filhas de raça pura.

         Em 1933, o Estado português, por intermédio da Direcção Geral dos Serviços Pecuários, importou de Espanha a égua Salomeha, nascida em 1923, na Casa Pailhon, em França. Filha do siríaco Ghalabawi (de pais nascidos no deserto) e de Salomé (de pai nascido no deserto e mãe francesa), Salomeha é mãe de Diabo (Aksoum), que deixou uma belíssima descendência de onze filhos e filhas.

         Ainda no mesmo ano foram importadas de Espanha a égua Kenia, de origem francesa (criador M. Casse), e sua filha Vesta, mãe da Soada e avó da Bem-Perfeita (entre outros, mãe do Iranico e do Luxor II – que tiveram respectivamente 90 e 61 filhos e filhas em raça pura -). Vesta, égua lazã com 1 metro e 50 centímetros de altura, era filha de Tunecino, um filho do Polaco Wan Dick.

         Também em 1933, foram importadas de França as éguas Phrinée (que não deixou descendência) e Palestine, nascida em 1933 e criada pelos “Etablissements Hippiques d’Algerie”. Era uma filha de Bango, nascido no deserto. Palestine deu entrada na Coudelaria Nacional em 5 de Março de 1942, vinda da Coudelaria de Alter. Deixou duas filhas: Reservada (mãe de Oanita, por Suave e Realto – 17 filhos e filhas -), e Hialite (mãe da Quiapa).

         Em 6 de Dezembro de 1935 o major de Cavalaria Alfredo Narciso de Sousa, acompanhado pelo tenente veterinário Martins Barata, compraram no “mercado especial” de Lady Wentworth, o cavalo Silfire, por 540 libras inglesas. Destacado para padrear na Coudelaria Militar de Alter, só em 1 de Dezembro de 1939 deu entrada na Coudelaria Nacional.
        Típico produto de Crabbet Park Stud, a famosa coudelaria fundada por Lady Blunt, mãe de Lady Wentworth, Silfire, que media 1 metro e 54 centímetros de altura, era filho do Campeão Nureddin e da Campeã Silver Fire. Na sua linhagem encontramos, entre outros, os Campeões Naseem, Mesaoud e Daoud, além do “Cavalo do Século”, o super Campeão Skowronek.
        A origem de Silfire era tão particular que, em Agosto 1947, Lady Wentworth desejou recuperá-lo, propondo ao estado português a troca daquele animal de 15 anos por um poldro. Propôs para escolha Ghailan, Azalian ou Indian Flyer. Sobre este último escreveu: “ Posso recomendar-lhe muito o Indian Flyer (agora atingindo os 3 anos) porque é um dos mais fortes poldros árabes que criei e se bem que não esteja completamente desenvolvido, parece ter 4 anos”. E mais adiante explica: “Se não fosse por querer o Silfire por especial conformação sanguínea, nunca consideraria uma troca tão unilateral de um velho cavalo por um novo. Os meus dois representantes da estirpe morreram, um com uma faísca e o outro em prova de fundo”.
       
Em definitivo esta transacção nunca se fez, embora o Silfire já tivesse beneficiado 108 éguas na Coudelaria Nacional, de que 14 filhas e 3 filhos tinham sido incorporados no seu efectivo.
        Em acordo com os registos, entre 1939 e 1956, foram cobertas pelo Silfire 203 fêmeas. Em raça pura deixou um grupo de animais de elite: Presumida (Ghizeh); Reservada (Palestine); Risonha (Ghizeh); Hassan (Bolota) – mãe de Oásis, Piafé, Xindio (exportado para os Estados Unidos), Zende e Apa –; Insígnia (Zalaca) – mãe de Reata, Suão Vadio, Bem-Parecida –; Isolada (Valéria) – mãe de Xélio –; Lusíada (Zalaka); Lisol (Diabólica) – pai de Xélio –; e Tese (Zalaka).

         Em 1961, pela primeira vez em Portugal, um criador particular fez uma considerável importação de Puro Sangue Árabes destinados à raça pura. Trata-se de Guilherme Correia Gyão, que comprou 15 éguas ao espanhol D. António Egea Delgado.
         Estas reuniam os sangues das chamadas 4 linhas de ouro, as linhas cavalares polacas, as do Duque de Veragua (o descendente de Cristóvão Colombo), as da Yeguada Militar espanhola e as de Crabbet Park Stud (fundado por Lady Blunt, neta de Lord Byron e mãe de Lady Wenworth). São estas as principais heranças genéticas que muito enriqueceram o Cavalo Árabe em Portugal.
        Guilherme Correia Gyão foi o primeiro criador particular a inscrever no Livro Genealógico Português o nascimento de um Puro Sangue Árabe (Uah, nascida em 1955, filha de Aksoum e de Presumida, por Silfire).

Vendida para Espanha no ano de 1974, a Coudelaria Guilherme Gyão foi dois anos depois instalada em França, e em 24 de Março de 1978 foi registada oficialmente naquele país como “Société Civile Haras Biarritz”.

Em Junho de 1982, os animais do efectivo do Haras Biarritz foram importados para Portugal pelo seu proprietário e definitivamente instalados no concelho de Mafra.
     Com o regresso desta coudelaria não só voltou ao País “um património”, como escreveu Fernando de Sommer d’Andrade, mas também deram entrada em Portugal novas e importantes linhas, entre as quais notamos a de Comet (Abu Afas e Carmen por Tripolys) , um dos mais célebres campeões da Polónia e do mundo, e a de Flipper (Gosse du Bearn e Fleur d’Avril por Méké) um dos mais funcionais reprodutores de França.

         Muitas outras grandes origens foram depois introduzidas em Portugal, como as de El Shaklan (Shaker El Masri e Estopa por Tabal), de Fawor (Probat e Fatma por Anarchista), de Galero (Zancudo e Zalema por Congo), de Golden Sceptre (Mikonos e Shazala por The Shah), de Jacio (Tabal e Teórica por Barquillo), de Júri (Kilimanjaro e Daragah por Salono), de Maliknoa (Galero e Ispahan por Alhabac), de Masan (Hadban Enzahi e Molawa por Haladin), de Nil (Sid Abouhom e Malaka por Kheir), de Nitochka (Naseem e Tarazca por Enwer Bey), de Piruet (Probat e Pieczec por Palas), de Pomeranets (Priboj e Mammona por Offir), de Priz, ex Pribor (Balaton e Pula por Aswan, ex Raafat), de Klinika (Korej e Naturalistika por Naseem), de RR Magic Count (Mc Coys Count e Regla’s Rose Flame por Indian Flame II), de Shazamah (Shah Gold e Bazama por Al Marh Radames), de Monogramm (Negatraz e Monogramma por Knippel), etc.

         É importante assinalar que, para evitar qualquer erro (sempre possível por, como no resto do Mundo, o cavalo árabe ter sido muito utilizado para melhorar raças locais), nenhum animal existente em Portugal antes de 1902 foi inscrito no Stud-book do PSA.

 

***** 


Tendo sempre considerado que o Puro Sangue Árabe tem outras qualidades além da beleza, que pode e deve ser utilizado como qualquer outro cavalo por não lhe ser inferior, e que o mais bonito dos cavalos sem aptidão funcional, serve apenas para entretimento, os portugueses responsáveis pela raça tudo fizeram para preservar simultaneamente as qualidades estéticas e funcionais da mais antiga e prodigiosa das raças conhecidas.

Esta preocupação levou as autoridades oficiais a, desde 1934 e quase durante meio século, procederem a uma selecção de genitores que é certamente uma das mais duras até hoje realizadas no Mundo, e que contempla a funcionalidade, a índole e o tipo.
          
Assim, para provar o valor real dos animais, a Coudelaria Nacional Portuguesa fazia uma primeira escolha dos poldros e poldras aos 3 anos, e dos garanhões aos 6 anos, só admitindo como reprodutores os cavalos que obtivessem uma nota satisfatória na árvore genealógica, no modelo, nos andamentos e nas provas funcionais. Estas, na sua fase mais dura, eram constituídas por:

      - um cross de 3.000 m, com 15 obstáculos até uma altura máxima de 1,20 m, a percorrer à velocidade mínima de 550 m/minuto;
           - uma corrida de 2.500 m, à velocidade mínima de 650 m/minuto;
           - uma prova de salto de obstáculos, com 12 esforços, a uma altura máxima de 1,20 m;
           - uma prova de estrada de 70 km, à velocidade de 20 km/hora;
           - uma prova de ensino, semelhante ás utilizadas em Concurso Completo, para melhor avaliar as qualidades mentais e motoras do animal;
           - um exame clínico pormenorizado
           Evidentemente, os animais sujeitos a estas provas, que chegaram a ser realizadas num dia, eram previamente treinados para poderem fornecer o grande esforço exigido.

Esta selecção de reprodutores, extremamente severa e sem precedentes fez do Árabe português um animal de excepção, um cavalo robusto e belo que guardou todas as qualidades psíquicas e funcionais de outrora.

Provam-no os muitos títulos internacionais obtidos por Puro Sangue Árabes portugueses em show, em modelo e andamentos e em provas desportivas: seis títulos de Campeões da Europa e cinco de Vice-campeões da Europa (em França), Campeões dos Campeões em vários países (Brasil, México, Portugal e Espanha) e alguns dos melhores poldros de França em corridas de galope, em que por vezes foram os maiores ganhadores do ano.

Sem esquecer Dunixi e Blaise, comprados pelo estado francês, filhos de duas éguas Gyão, e que produziram animais de desporto notáveis, como por exemplo Baba au Rhum (medalha de prata da equipa francesa no Campeonato da Europa de Concurso Completo em 2001). Quanto a Blaise, foi ele mesmo o nono melhor 6 anos de França, no duríssimo Cycle Classique de jovens cavalos de concurso hípico (1985), o que representa um feito excepcional, dado tratar-se de um Cavalo Puro Sangue Árabe  a bater-se com uma centena dos melhores Selle Français.
       
Também em Ensino, Ohxul Ben Biarritz, um PSA português, se distinguiu classificando-se em 2º no Grande Prémio de Paris (1981), 2º no Concurso Internacional de Madrid (1984), Campeão Nacional em Portugal (1986), vencedor duas vezes do Top Equestre e cavalo pré-seleccionado para os Jogos Olímpicos, onde não foi por ter morrido prematuramente aos 11 anos.
        Em CCE, Reject Ibn Biarritz classificou-se em 3º no Campeonato de França de Exterior para Anglo-árabes, em Pau, em1981 (em que participou com uma autorização especial por ser um Puro Sangue Árabe). Este cavalo foi também várias vezes o vencedor absoluto do CCE do Campeonato Militar, em Mafra.
       
Evidentemente, estou a falar de provas abertas a todas as raças.

 Os Cavalos Árabes portugueses, também revelam a sua superior mobilidade e coragem na Corrida de Toiros à Portuguesa, um confronto leal entre o homem, o cavalo e o touro, a quem o povo lusitano imprimiu as marcas do seu carácter profundo.

 Enfim, em Provas de Resistência (endurance), a notabilidade do Árabe nacional há muito que ultrapassou fronteiras. Triunfadores de: Troféu ELDRIC e 4º lugar no ranking europeu em 1995; medalha de prata por equipas no Campeonato da Europa Seniores e medalha de bronze no Campeonato da Europa Open, em Castiglione del Laco, Itália (2001); 7º nos Jogos Equestres de Jerez de la Frontera, Espanha (2002); vencedor do Raide da Córsega e 5º no Campeonato do Mundo Juniores (2002); Ganhador dos 90 km de Aachen; medalha de prata no Campeonato da Europa, na Irlanda (2003); medalha de prata na Taça das Nações, em La Baule, França (2004) e medalha de bronze por equipas no Campeonato do Mundo em Aachem, na Allemagne (2006). Sem esquecer o cavalo Sultão, um quase puro Árabe, que se classificou na 6ª posição nos Jogos Equestres Mundiais.

  No dia 15 deste mês de Fevereiro de 2014, no talvez mais importante Raid do Mundo, a President Cup, fizeram-se 160 km em 6h 3m e 39 s, o que representa uma média de 26,4 km h ! Inimaginável ainda há pouco tempo!  Três jovens cavalos com 7 anos acabaram a Presidente Cup. Dois deles são criação portuguesa: Cascais d´Ibérica e a égua Barbie dos Condes. Esta, da criação do Joaquim Marçal, deve ter sido o melhor dos 7 anos em competição. É filha do Califórnia.
            Enfim, pela curiosidade quero lembrar a surpreendente égua Fuica, que com 19 anos fez parte da equipa portuguesa ganhadora da medalha de bronze no Campeonato do Mundo de Endurance, em 2006.

 

Estes resultados, que tanto prestigiam o Árabe português, só se tornaram possíveis devido ao cuidado que desde sempre houve em proteger as suas excepcionais qualidades de funcionalidade, de índole e de beleza, graças às suas origens que incontestavelmente são das mais nobres que o mundo conhece e por intermédio de um clima e de um solo que protegem a rusticidade e o tipo da raça.

Portugal, como os povos de outrora que durante séculos souberam preservar os fantásticas talentos do Puro Sangue Árabe, é um dos poucos países que sabiamente manteve na raça os dons excepcionais de beleza, de carácter e de eficácia funcional, preocupando-se muito mais com o lado performances e índole que com a vertente beleza pura, o que incontestavelmente contribui não só para o progreeso da raça mas também para o melhoramento de todas aquelas que com ela se cruzarem.

O Cavalo Árabe é um animal maravilhoso e todos nós estamos infinitamente reconhecidos aos países onde ele nasceu e aos povos que sabiamente, com uma enorme paciência e habilidade, o souberam transformar no tesouro artístico, cultural e desportivo que ele hoje representa para o Mundo, servindo assim de elo de amizade entre os povos.

Da mesma maneira que não há vida sem Sol, também não há boas raças equinas sem Puro Sangue Árabe. É por isso que ele merece não só a nossa grande admiração mas também a nossa maior vigilância, de forma a preservar o conjunto das suas qualidades ancestrais, aquelas que me fizeram chamar-lhe “ Cavalo dos Deuses, Deus dos Cavalos”.

Muito obrigado.

 

Dr. Manuel H. Domingues-Heleno

Presidente da Associação Portuguesa do Cavalo Puro Sangue Árabe e Presidente do Stud-book Português do PSA

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Campeonato Nacional de Portugal 2012 - PSA

XXXVII FEIRA NACIONAL DO CAVALO – GOLEGÃ - 07/11/2012

CAMPEONATO DE PORTUGAL DO CAVALO PURO SANGUE ÁRABE

 

CAMPEÕES

FÊMEAS

                                  CAMPEÃ JÚNIOR  - ÉVORA                                             Criador: Saul D’Almeida         Proprietário: Herdade Vale Lameira

                                 CAMPEÃ SENIOR  - DIANA AL BIARRITZ                            Criador e proprietário: Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz

 

MACHOS

CAMPEÃO JÚNIOR - ESQUILO                                         Criador: João Lopes Aleixo      Proprietário: Filipe Gonçalo Cacheirinha

CAMPEÃO SENIOR  - XENAKIS DIN BIARRITZ                     Criador e proprietário: Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz

 

 

* * *  CAMPEÃO DE CAMPEÕES  (machos e fêmeas)  * * *

XENAKIS DIN BIARRITZ

Criador e proprietário: Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz

 

 

* * * CLASSIFICAÇÕES GERAIS * * *

 

Criador                                                                     Proprietário

FÊMEAS

 Poldras de 1 Ano

  GLÓRIA                        Saul D’Almeida                                                 Herdade Vale Lameira          

  GADARA                       Saul D’Almeida                                                 Herdade Vale Lameira           

 Poldras de 3 Anos

1º ÉVORA                          Saul D’Almeida                                                  Herdade Vale Lameira          

2º ABHA SHIRAZ (SPA)        Ganadaria Ses Planes S.L.                                   Arqtº Joaq. Bento Lousan     

3º ABHA SAJAT (SPA)          Ganadaria Ses Planes S.L.                                   Arqtº Joaq. Bento Lousan   

4º ABHA ALFOUVAR            Ses Planes, Mallorca                                           Alfouvar Arabians                

                                  Fêmeas 4 e 5 Anos

  DIANA AL BIARRITZ         Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz                   Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz

  Fêmeas + de 5 Anos

1º ALEXAD BEN BIARRITZ      Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz                    Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz

 

 MACHOS

 Poldros de 1 Ano

1º GANDI                              Saul D’Almeida                                                 Herdade Vale Lameira                    

  GOMEL                            Saul D’Almeida                                                  Herdade Vale Lameira                  

3º BANGSAR ALFOUVAR           Alfouvar Arabians                                               Alfouvar Arabians                      


Poldros de 3 Anos

1º ESQUILO                         João Lopes Aleixo                                                 Filipe Gonçalo Cacheirinha         

 

Machos de 4 e 5 Anos

1º DIM-DIM DOS HOSPITAIS   João José de Carvalho Nunes Comenda                   João José de Carvalho Nunes Comenda

2º DALI AL BIARRITZ             Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz                      Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz

 

Machos + de 5 Anos

1º XENAKIS DIN BIARRITZ       Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz                     Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz

2º Z – XL                               Saul D’Almeida                                                    Herdade Vale Lameira     

3º Z-YURY BEM BIARRITZ                    Coudelaria M. Heleno                                                                           Gonçalo José Sousa Peralta Prata

 

* * *

 

Assinatura do Protocolo de Cooperação entre o
Instituto Luso-Árabe e a
Associação Portuguesa do Cavalo Puro Sangue Árabe

14/09/2012

 

A assinatura deste importante protocolo foi efectuada na Quinta da Figoeira, a convite dos Donos da Casa, Françoise e Manuel Domingues-Heleno.

Entre as muitas personalidades, estiveram presentes Suas Excelências os Embaixadores da Tunísia, do Kuwait, dos Emiratos Árabes Unidos, do Qatar, da Palestina, de Marrocos, da Indonésia, da Líbia e da Arábia Saudita, e os Embaixadores Portugueses Dr. António Monteiro e Dr. Rui Lopes Aleixo, acompanhados de suas Mulheres, bem como os Membros da Direcção do Instituto Luso Árabe e da Associação Portuguesa do Cavalo Puro Sangue Árabe.     

Recebidos nos jardins da Quinta da Figoeira, onde foram apresentados alguns Cavalos Puro Sangue Árabe, os convidados passaram depois para o interior do solar, onde foi assinado o Protocolo, tendo-se seguido um jantar num pátio interior.  

* * *

Palavras do Presidente da APCA,
quando da assinatura Protocolo de Cooperação entre a
Associação Portuguesa do Cavalo Puro Sangue Árabe e o Instituto Luso-árabe
 (Quinta da Figoeira, 14/09/12)

 

Excelências, Senhoras, Senhores, queridos Amigos

É com imensa honra que recebo os meus ilustres convidados, nesta ocasião em que o Instituto Luso Árabe e a Associação Portuguesa do Cavalo Puro Sangue Árabe vão assinar um Protocolo de Cooperação.

Esta iniciativa vai estimular e desenvolver acções conjuntas que divulguem os laços histórico-culturais entre Portugal e os Países árabes, vai promover intercâmbios entre os criadores do mais antigo cavalo do mundo, vai desenvolver os interesses gerais da criação do Puro Sangue Árabe, e vai fomentar o estudo atento daquele que foi o Pai de todas as raças cavalares.

Com efeito, não existe nenhuma raça digna desse nome antes do PSA a ter melhorado. Foi o que compreendeu Maomé, que praticou uma severa selecção na Raça, e muito mais tarde Napoleão, Imperador dos Franceses, que afirmou “O Árabe é o melhor cavalo do mundo”, mandando cruzar as éguas francesas com o Cavalo Oriental.

 

Os entusiastas do mais extraordinário equino que existiu, melhorador de todas as raças e senhor entre os senhores, há muito que se interessam pelo estudo da origem do Puro Sangue Árabe.

Pessoalmente, em amador consciente, li um primeiro tratado sobre o assunto e a minha convicção não deixou lugar para dúvidas, o Cavalo Árabe era incontestavelmente de origem siríaca. Para completar os meus conhecimentos achei que deveria ler outra obra. E com grande surpresa verifiquei que, indubitavelmente, ele não era siríaco mas sim africano! Um terceiro tratado provou-me rapidamente que o Cavalo Árabe provinha da Mesopotâmia, outro que ele era Mongol... Enfim, respeitáveis autores demonstraram-me sucessivamente que o berço da raça se encontrava no Yemen, na Turquia, na Rússia, no Egipto, etc.

Mas os autores mais eruditos defendem energicamente a teoria do Árabe da Arábia. Um dos mais fanáticos é o eminentíssimo Karl R. Raswan, autor de 6 enormes volumes intitulados « Manual do criador de Cavalos Árabes », e no qual escreveu: « ...também eu procurei a sua origem na Turquia, na África do Norte, na Síria, na Palestina e na Mesopotâmia. Hoje, depois de ter atravessado 3 vezes a Arábia, devo confessar que estou agora convencido que o Cavalo Árabe tem por pátria de origem a Arábia do Sudeste ».

Enfim, se não podemos ter uma certeza científica sobre o local exacto de origem do Cavalo Árabe, se não podemos acreditar nas muitas religiões, lendas, superstições, misticismos, fábulas ou tradições que tentam dar uma explicação idealizada para a sua proveniência, não restam dúvidas que foi na Mesopotâmia que o Cavalo Oriental começou a sua prodigiosa e vertiginosa carreira.

E podemos reter que a sua individualidade se formou nas dificuldades do nomadismo, na austeridade do deserto, na experiência de um clima inóspito, na dureza das batalhas, na poeira das caçadas e numa natureza em que só uma elite sobreviveu, o que nele incrementou as suas fabulosas qualidades de rapidez, de coragem, de sobriedade e de resistência, que desde logo o distinguiram de qualquer outra raça.

Aqueles que gostam apaixonadamente daquele nobre cavalo e que são um pouco romanescos, encontrarão na incerteza da sua origem o mistério e o misticismo orientais que tão bem convêm ao único cavalo que pode ostentar de pleno direito a intitulação de Puro Sangue, dada a sua antiguidade, e provada a cuidadosa preservação das suas origens e características.

 

Enfim, as variadíssimas viagens que fiz em países árabes tornaram-me um entusiasta daqueles povos, onde sempre encontrei uma grandiosidade de espírito, uma generosidade e uma gentileza excepcionais. Para não evocar a invulgar beleza natural daquelas terras longínquas, a sua magnifica arquitetura monumental, ou o amor inequívoco que o mais modesto dos Árabes manifesta pelo seu amigo, o Cavalo.

 

Ao Exmo. Senhor Dr. Manuel Pechirra, Digníssimo Presidente do Instituto Luso Árabe para a Cooperação, os meus mais profundos agradecimentos por permitir a assinatura deste protocolo entre aquele Instituto e a Associação Portuguesa do Cavalo Puro Sangue Árabe, protocolo que estou certo vai intensificar os laços histórico-culturais entre Portugal e os Países árabes, sejam as relações amistosas entre os povos que veneram o Cavalo Árabe de hoje e de antão.

Bem-haja e muito obrigado!

Dr. Manuel H. Domingues-Heleno
Presidente da APCA

 

* * *

 

Campeonato Nacional de Portugal 2011 - PSA 

Pela primeira vez o Campeonato Nacional de Portugal do PSA, realizou-se durante a XXXVI Feira do Cavalo, na Golegã. Conhecida no Mundo inteiro, a Feira de São Martinho pareceu ao nosso Presidente Manuel H. Domingues-Heleno e a toda a Direcção da APCA, o local ideal para divulgar o Cavalo Árabe, quanto mais não fosse pelos muitos milhares de visitantes portugueses e estrangeiros que a frequentam. Tanto mais que o dia 9 de Novembro nos foi reservado, tendo sido nomeado o "DIA DO CAVALO ÁRABE".
Tudo aconteceu como previsto, e o Campeonato foi um êxito. A publicidade ao PSA ficou assegurada.

 

Principais resultados do Campeonato Nacional de Portugal de 2011:

Campeão dos Campeões (Machos e Fêmeas)

Xenakis Din Biarritz - Criador e proprietário Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz

Campeão dos Campeões Machos
Xenakis Din Biarritz - Criador e proprietário Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz

Campeão Macho Sénior
Xenakis Din Biarritz - Criador e proprietário Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz

Vice-Campeão Macho Sénior
C-XL - Criador e proprietário Saul de Almeida

Campeão Macho Júnior
Dali Al Biarritz - Criador e proprietário Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz

Vice-campeão Macho Júnior
Ecko - Criador e proprietário Saul de Almeida

Campeã das Campeãs Fêmeas
Diana Al Biarritz - Criador e proprietário Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz

Campeã Fêmea Sénior
Alexad Ben Biarritz - Criador e proprietário Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz

Vice-Campeã Fêmea Sénior
Boémia Al Biarritz
- Criador e proprietário Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz

Campeã Fêmea Júnior
Diana Al Biarritz - Criador e proprietário Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz

Vice-Campeã Fêmea Júnior
Évora - Criador e proprietário Saul de Almeida

 

 

* * *

 

 

 

Em Novembro estivemos na Assembleia Geral da WAHO, no Qatar

O nosso Presidente, Dr. Manuel H. Domingues-Heleno, representou Portugal na Assembleia Geral da WAHO, em Doha, no Qatar. Foram tratados assuntos da maior importância para a preservação da raça PSA. Um relatório sobre o assunto será enviado aos nossos sócios.

Na sua intervenção, o Delegado português destacou a importância do nosso cavalo como animal funcional de excelência, sublinhando os seus resultados desportivos sobretudo em Longa Distância. Eis a cópia das palavras pronunciadas:

 

WAHO Doha Qatar – 2nd of November 2011

Intervention of the delegate for Portugal

Mister Chairman, Dr. Hans Nagel, distinguished members of the Executive Committee, delegates, ladies and gentlemen.

I will only take 2 minutes of your time!

My name is Manuel Domingues-Heleno. I’m the president of the Portuguese Association of the Arabian Horse as well as the president of the Portuguese Stud Book of Arabian Horse.

In Portugal, the number of breeders didn’t really increased during last years as we’re still about sixty. I think that one of the reasons of this situation is due to our government which doesn’t grant our Association, nor even the Arabian Horse breeders.

 Nevertheless, the quality of our pure Arabians continues to progress. Owning a Stud Book since 1893, Portuguese have always and until today, selected their Arabian horses through the hardship of sport, and not only on the base of the model. It is a major advantage for our breeding.

As a consequence, some of our animals have reached the highest level of competition, even among competitors of other horse breeds.

A few years ago, at a Three-day Event competition organized at Pau, in France, Reject Ibn Biarritz reached the Third place of the Outdoor French Championship, being the only Arabian Horse to participate. In two occasions, the same horse also won the National Championship  of Portugal.

In Dressage, all breeds included, the Arabian Horse Ohxul Ben Biarritz won in several occasions; was second at the Grand Prix of Paris (France) and third in Madrid (Spain).  Champion of International Level in Portugal, two times winner of the Top Equestrian, he was even selected for the Olympic Games. Unfortunately, he didn’t participate because of a premature death.

Portuguese Arabians are remarkable for racing. For example, one year we won the Foal of the year in France, while next year we won the Filly of the year.

 Or even more surprising, competing with other breeds in Jumping, a Portuguese Arabian went to the final of the classical cycle at Fontainebleau (France) and was elected the 9th most important winner of France of the 6 years old horses.

 But the discipline were we’ve most horses currently competing is the Endurance, in which the number of quality competitors is continuously growing.  Indeed, our horses are excellent for long distance races. The Portuguese team was second at the European Championship in 2003; in 2004, it was second at La Baule, in France, and it got third at the World Championship of Aachen (Germany) in 2006. The horse Sultão, an almost pure Arabian, arrived sixth at the World Equestrian Games.

 And what to say about a mare like the surprising Fuica who, at age 19, was part of the team which won the bronze at the World Championship in 2006? Or how to forget a horse like Eddie Dandy which ran a total amount of more than 2.500 kilometres in endurance races, won several championships and the ELDRIC trophy?

More recently, our success keeps growing. Indeed, the mare Papoila has been consecrated Vice-champion of Europe at the difficult Italian event of Assisi, while Rabida won the Junior Championship in 2010 and 2011, and was Third at the All Nations Cup in Troia, last year. In the category of Junior Male, Ushamir Ben Priz won the Championship of Spain in 2010 and 2011. Also in 2010, Xetra Ben Bertaccio, a daughter of Bertaccio and Margyt Din Biarritz, won Madrid’s European Championship at the age of 7. And last but no least, Urubu was first at Argentan in France, second here in Doha  in March this year and first at the All Nations Cup of Troia last October. And this list could be made a lot longer…

The functional quality of our horses doesn’t occur by chance, but is due to the very strict selection for sport that has been practised in Portugal for more than a century. Indeed, Portuguese are great riders for whom a good horse is not only a beautiful one. For us, a sculptural horse without functional qualities can only be used as a piece of art .

Nevertheless, at Show Portuguese horses have also won several titles of Champions of the Champions, like in Brazil, Mexico, Spain, etc. This is a proof that they’re as beautiful as good.

Finally, the Arabian Horse of my country is a marvellously polyvalent animal, and we feel a deep gratitude toward the peoples who, with great wisdom, patience and competence, have transformed him into the artistic and cultural treasure that it represents today for the World, making friends of peoples and civilizations.

 Thank you very much.

 ***

 With your permission, I would like to take advantage of this opportunity to inform you about something that could turn to be useful for the Arabian Horse. I’m currently compiling information in order to write my 4th book, which will be on the polyvalence of the Arabian Horse and its use in the different equestrian disciplines. But to do that, I’ll ask you all to kindly write me about the sport disciplines of your Arabian horses, no matter the discipline. You’ll find my email address on WAHO’s web site.

                                                                                       *****

 

Campeonatos de Portugal 2010 - PSA, AA e LA

Depois do sucesso do “Primeiro Raide da Associação Portuguesa do Cavalo Árabe”, organizado pela Federação Equestre Portuguesa em estreita colaboração com a nossa Associação,  os Campeonatos Nacionais das raças Puro Sangue Árabe, Anglo-árabe e Luso-árabe, realizaram-se durante a XIVª Feira da Moita, no dia 10 de Julho.

As provas desenrolaram-se no campo principal da Feira, face às tribunas, onde o público afluiu em massa. As provas do Puro Sangue Árabe realizaram-se de tarde. As provas dos Anglo-árabes e dos Luso-árabes de manhã. Na mesma ocasião também se procedeu ao exame e eventual aprovação de animais que pretendem entrar para o Stud-book do Cavalo Luso-árabe, para o que os proprietários os apresentaram à Comissão de Admissão.  

O Campeonato Nacional de PSA reuniu este ano um número recorde de concorrentes.

A todos os nossos Sócios, e não só, lembramos a importância destes Campeonatos. Participem sempre em massa! Mostrem os vossos animais! Comercializem-nos! Valorizem-nos!  

Principais resultados do Campeonato Nacional de Portugal de Puro Sangue Árabe 2010:

Campeão dos Campeões 

Xenakis Din Biarritz - Criador e proprietário Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz

Vice-Campeão dos Campeões 

Balzac Ben Biarritz - Criador e proprietário Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz

Campeão Macho Júnior
Dali Al Biarritz - Criador e proprietário Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz
Vice-campeão Macho Júnior
Ecko - Criador e proprietário Saul de Almeida

Campeã Fêmea Júnior
Diana Al Biarritz - Criador e proprietário Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz
Vice-Campeã Fêmea Júnior
Ex-aequo:
Évora - Criador e proprietário Saul de Almeida
Baccara EM - Criador Lasahr Arabians; proprietário Alfouvar Arabians

Campeão Macho Sénior
Xenakis Din Biarritz - Criador e proprietário Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz
Vice-campeão Macho Sénior
Balzac Ben Biarritz - Criador e proprietário Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz

Campeã Fêmea Sénior
África - Criador e proprietário Saul de Almeida
Vice-Campeã Fêmea Sénior
Ex-aequo:
Alexad Ben Biarritz - Criador e proprietário Coudelaria M. Heleno - Haras Biarritz

Xica Ben Rita
- Criador e proprietário José Murteira Martins

 

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Primeiro Raide da APCA
 
Foi um êxito o nosso Primeiro Raide (80 concorrentes)

O Puro Sangue Árabe domina incontestavelmente o mundo da Endurance. É por isso uma necessidade incrementar este tipo de provas, e assim valorizar os nossos produtos. Na concretização desta verdade, temos o maior prazer em anunciar que a realização do “PRIMEIRO RAIDE DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DO CAVALO ÁRABE”, organizado pela Federação Equestre Portuguesa em estreita colaboração com a nossa Associação, foi um êxito.

As provas realizaram-se junto de Évora, no sábado dia 22 de Maio. Houve uma prova de 40 km e outra de 80 km. Tratavam-se de provas de promoção e de treino para cavalos iniciados (que nunca fizeram respectivamente mais de 40 km, ou mais de 80 km, ou que nunca os fizeram), com a  idade mínima de 5 anos. Em ambas as provas a velocidade máxima permitida foi de 16 km por hora e a velocidade mínima obrigatória de 12 km por hora.

Para os percursos  foi conseguida licença de uso exclusivo, no dia da prova, do antigo ramal ferroviário Évora - Mora, agora transformado numa pista de terra batida, explorada pela C. M. de Évora para ciclismo e passeios pedestres.  O canal Sport TV transmitiu certos momentos da prova.

O melhor Puro Sangue Árabe de cada uma das provas recebeu um troféu da Associação Portuguesa do Cavalo Árabe. Também foi premiado o PSA que se apresentou com a melhor condição física em cada prova (determinada por uma comissão com o chefe da equipa veterinária, um membro do júri e um criador). Também foram distribuídos prémios monetários.

Depois das provas realizou-se um almoço extremamente agradável no monte de D. António de Saldanha, seguido pela cerimónia da entrega de prémios.

A todos os nossos Sócios, e não só, lembramos a importância da iniciativa, cujo principal responsável foi o nosso Amigo D. António de Saldanha, Vice-presidente da Federação Equestre Portuguesa.   

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RESULTADOS DO CAMPEONATO DE PORTUGAL DE PSA (2009)

(Sábado, dia 11 de Julho de 2009, na Moita. As provas disputaram-se, com grande êxito, na pista grande, frente às tribunas, frente a uns milhares de espectadores) 

 

CAMPEÃO DOS CAMPEÕES (CAMPEÃO DA FEIRA):

XENAKIS DIN BIARRITZ

CRIADOR E PROPRIETÁRIO COUDELARIA MANUEL HELENO - HARAS BIARRITZ

CAMPEÃ NACIONAL FÊMEAS JUNIORES:

BRESCA

CRIADOR: J. P. R. HENNEKENS, PROPRIETÁRIO: JOÃO FERNANDO S BELO

CAMPEÃ NACIONAL FÊMEAS SENIORES:

SEZEBY DIN BIARRITZ

CRIADOR E PROPRIETÁRIO COUDELARIA MANUEL HELENO - HARAS BIARRITZ

CAMPEÃO NACIONAL MACHOS JUNIORES:

D-XL

CRIADOR: HERDADE VALE DA LAMEIRA, PROPRIETÁRIO: SAUL D’ALMEIDA

CAMPEÃO NACIONAL MACHOS SENIORES:

XENAKIS DIN BIARRITZ

CRIADOR E PROPRIETÁRIO COUDELARIA MANUEL HELENO - HARAS BIARRITZ

 

***

 

Ia SECÇÃO - MACHOS JUNIORES - 1ª CLASSE - POLDROS DE 1 ANO

D-XL (CRIADOR HERDADE VALE DA LAMEIRA; PROPRIETÁRIO SAUL D'ALMEIDA)

2o DUBAI (CRIADOR HERDADE VALE DA LAMEIRA ; PROPRIETÁRIO SAUL D’ALMEIDA)

 

SECÇÃO - MACHOS JUNIORES CLASSE - POLDROS DE 3 ANOS

BALZAC BEN BIARRITZ (CRIADOR E PROPRIETÁRIO COUDELARIA MANUEL HELENO - HARAS BIARRITZ)

BEM-DISPOSTO DO ALMARGEM (CRIADOR COUDELARIA QUINTA DO ALMARGEM; PROPRIETÁRIO LUÍS RESSANO G. LAMAS)

BACCHUS AL BIARRITZ (CRIADOR E PROPRIETÁRIO COUDELARIA MANUEL HELENO - HARAS BIARRITZ)

 

SECCÁO - FÊMEAS JUNIORES CLASSE - POLDRAS DE 1 ANO

LA TARA (CRIADOR PAULO DUARTE; PROPRIETÁRIO J.P.DUARTE AGRO-PECUÁRIA LDA.)

BACCARA EM (CRIADOR PAULO DUARTE; PROPRIETÁRIO J.P.DUARTE AGRO-PECUÁRIA LDA.)

 

SECÇÃO - FÊMEAS JUNIORES CLASSE - POLDRAS DE 3 ANOS

BRESCA (CRIADOR J.P.R.HENNEKENS; PROPRIETÁRIO JOÃO FERNANDO S BELO)

 

SECÇÃO - MACHOS SENIORES CLASSE - MACHOS DE 4 E 5 ANOS

ZAVISCO DAS VARGENS (CRIADOR E PROPRIETÁRIO COUDELARIA BEJA FALCÃO)

 

SECÇÃO - MACHOS SENIORES CLASSE - MACHOS DE MAIS DE 5 ANOS

1º XENAKIS DIN BIARRITZ (CRIADOR E PROPRIETÁRIO COUDELARIA MANUEL HELENO - HARAS BIARRITZ)

VIVALDI DO ALMARGEM (CRIADOR COUDELARIA QUINTA ALMARGEM; PROPRIETÁRIO LUÍS RESSANO G. LAMAS)

VIPER AL OÁSIS (CRIADOR COUDELARIA OÁSIS; PROPRIETÁRIO ANTÓNIO M. LOURENÇO)

 

SECÇÃO - FÊMEAS SENIORES 11ª CLASSE. - FEMÊAS DE 4 E 5 ANOS

Z-YANOU BEN BIARRITZ (CRIADOR E PROPRIETÁRIO COUDELARIA MANUEL HELENO - HARAS BIARRITZ)

ÁFRICA (CRIADOR E PROPRIETÁRIO SAUL D’ALMEIDA)

 

SECÇÃO - FÊMEAS SENIORES 13ª CLASSE - FEMÊAS DE MAIS DE 5 ANOS

SEZEBY DIN BIARRITZ (CRIADOR E PROPRIETÁRIO COUDELARIA MANUEL HELENO - HARAS BIARRITZ)

U-VINHA DO ALMARGEM (CRIADOR COUDELARIA QUINTA ALMARGEM; PROPRIETÁRIO LUÍS RESSANO G LAMAS)

 

 
 

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Notícias

 

A APCAA põe à disposição dos seus sócios o garanhão Anglo-árabe "Equateur Diode", 

um dos melhores reprodutores franceses em desporto (CCE, saltos e endurance).

Para obter informações telefonar para o 917 204 884.

 

 

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  A FUNDAÇÃO ALTER REAL NOS SEUS ESTATUTOS ESQUECEU A RAÇA PSA
(Artigo publicado na Revista Equitação pelo nosso Presidente)

Absurdos da governação

 Foi com grande preocupação que os Criadores em geral e as Direcções da maioria das Associações Portuguesas ligadas ao cavalo tomaram conhecimento dos Estatutos da Fundação Alter Real, Decreto-lei nº 48/2007 que, pura e simplesmente, ignora todas as raças equinas existentes em Portugal, outras que a do Lusitano, a do Sorraia e a do Garrano. Um absurdo!

Com efeito, foi com enorme estranheza que, naquela legislação, não vimos qualquer referência às outras raças com Livro Genealógico no País, e foi com assombro que verificámos que a sua representação nos Órgãos Sociais da Fundação não é imposta. Um absurdo!

 É evidente que o Estado deve dar o devido apoio às três estirpes atrás citadas, que merecem ser protegidas. Mas deve também encorajar e proteger a criação nacional das outras raças de equídeos, quanto mais não seja para evitar a hemorragia de capitais que saem do País para a importação de animais de competição. Desconhece-lo, é um absurdo!

Tanto mais que, com a devida ajuda estatal, Portugal pode produzir animais melhores do que muitos dos que são comprados no estrangeiro, o que inverteria o resultado da balança comercial na especialidade. Ignorá-lo, é um absurdo!

Considerando os cavalos nascidos no País e os importados, o efectivo das raças de “cavalos de sangue” (Puro Sangue Árabe, Puro Sangue Inglês, Anglo-árabe, Luso-árabe, Português de Desporto, etc.), é importantíssimo. E, contrariamente ao Lusitano, Sorraia e Garrano, aquele efectivo constitui a base da criação de cavalos de desporto, que são o alicerce de centenas de concursos que existem no País, com o consequente impacto no turismo e na economia regional e nacional. Trata-se portanto de um efectivo que deve ser protegido, até porque pode ser extremamente rentável para a economia portuguesa. Não o compreender, é um absurdo!

Foi o que entenderam os outros países europeus, em que a criação cavalar é quase toda orientada para o desporto. Este inclui o Concurso Hípico, o Concurso Completo e o Ensino, que são disciplinas olímpicas, mas também a Longa Distancia, a Atrelagem, o Horse Ball, o Volteio, etc., sem esquecer as Corridas de Cavalos com aposta a nível nacional, uma necessidade absoluta para rentabilizar largamente o mundo hípico e criar centenas ou milhares de postos de trabalho (ver pagina 78, do nº 59, desta revista). Não o admitir, é um absurdo!

Outrossim, lembramos que em Portugal se realizam meia dúzia de “Concursos de Modelo e Andamentos” para cavalos Lusitanos, Sorraias e Garranos, aos quais se contrapõem umas largas centenas de provas desportivas, algumas delas com uma participação estrangeira notável, representando várias centenas de cavaleiros de dezenas de Países. Como exemplo, citamos o importante Concurso Internacional de Completo, que está a ter lugar na Barroca d’Alva, em que os concorrentes (vários deles Campeões Olímpicos, do Mundo ou da Europa), de mais de vinte países de 4 continentes, permitiram que o público assistisse a umas 1000 apresentações. E o Concurso Internacional de Salto de Obstáculos, que está a decorrer na Comporta, reúne 500 cavalos de 20 nacionalidades, que disputam os prémios de 100 provas diferentes. Para não falar das outras centenas de importantes provas que se realizam em Portugal anualmente: Lisboa, Vimeiro, Estoril/Cascais, Porto, Algarve, etc. Como é evidente, esta profusão de concursos, em que é raríssimo encontrar Lusitanos, Sorraias ou Garranos, tem um enorme impacto no turismo, na economia e no prestígio do País. Não o percepcionar, é um absurdo!

Nestas condições, os serviços oficiais ligados ao cavalo deveriam incrementar fortemente o desenvolvimento e a protecção de todas as raças cavalares de desporto, algumas delas com Stud-books nacionais muito mais antigos que o do Lusitano. É o caso, por exemplo, do Livro Genealógico do Puro Sangue Árabe, raça de enorme tradição em Portugal, melhoradora e “mãe” de praticamente todos os bons equídeos existentes no Mundo, incluindo o Lusitano. Não o legislar, é um absurdo!

Afinal, só estamos a indicar o caminho seguido por países mais experientes que o nosso na sua política agrícola e desportiva. Mas, como aplicar a fundamental protecção àquelas raças esquecidas, mas indispensáveis à economia, ao desporto (5.000 federados) e ao lazer (100.000 praticantes), sem que se vislumbre a sua representação nos Órgãos Sociais da Fundação Alter Real, cujos Estatutos ignoram a sua existência? Ou será que os autores dos referidos Estatutos da Fundação Alter Real não tinham conhecimento que há outras raças além do Lusitano, do Sorraia e do Garrano? Imaginá-lo, é também um absurdo!

E embora nos Estatutos da Fundação Alter Real esteja especificado que “a missão e as atribuições do Serviço Nacional Coudélico” se transferem para aquela instituição, a verdade é que, mais do que nunca, se ignoram a maioria das raças equinas e que não existem subsídios ou ajudas de qualquer natureza para grande parte dos criadores de cavalos. Assim, foi com estranheza que recentemente as várias Associações de Criadores receberam um ofício indicando o aumento de preços cobrados pela Fundação Alter Real. E neste caso, como se trata de pagar, nenhuma raça foi esquecida!

Em acordo com o documento, o Controlo de Filiação e o Controlo de Identidade que custavam cada um 20 euros com IVA incluído, passarão a custar 35 euros cada, acrescidos do IVA, seja um aumento de aproximadamente 80%! E a emissão dos Documentos de Identificação Equina que custavam 15,90 euros para um animal sem micro-chip ou 8,29 euros para um animal com micro-chip, sempre com IVA incluído, serão agora pagos 25 euros acrescidos do IVA, o que corresponde a respectivamente aumentos de mais ou menos 65% e 201%! 201 por cento! Absurdo!

Mas há mais! Em caso de urgência o custo do Controlo de Filiação será de 50 euros, e se tiver de ser repetido, em vez dos 20 euros antigamente cobrados o pobre criador tem de desembolsar 70 euros! Enfim, uma 2ª via de um Documento de Identificação Equina custa agora 50 euros!

Belo exemplo do Estado para conter a inflação, auxiliar os criadores de equinos e assim contribuir para a prosperidade e prestígio do País! Absurdo!

Embora estes valores sejam de pouca monta, o acontecido mostra que o Governo parece ignorar que, como no resto da Europa, os departamentos do Estado responsáveis pela criação cavalar não são equiparáveis a pequenas casas comerciais auto-sustentáveis, que permitam a directa, total e imediata cobertura dos seus custos de funcionamento. Pensá-lo, é um absurdo!

Efectivamente e ao invés, aqueles departamentos ou instituições estatais devem existir para fomentar e melhorar a criação cavalar, contribuindo para o apuramento das raças, auxiliando os criadores, dando a necessária ajuda à agricultura e enriquecendo o País. Trata-se afinal de investir no progresso, a médio e a longo prazo, tal como o praticam todos os países desenvolvidos e como o demonstram as grandes ajudas comunitárias oferecidas aos criadores.

A propósito, porque será que em Portugal, nem todas as raças cavalares autóctones de equinos usufruem do subsídio oferecido pela comunidade europeia aos criadores? Outro absurdo!

Não há dúvida, tudo isto representa uma absurda “ajuda” aos criadores e ao desenvolvimento do País... Bravo!

 

                                                                                                                                                           Manuel H. Domingues-Heleno

 (mhdh@coudelaria-mh.com)

 

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Agenda

- CAMPEONATO DE PORTUGAL DE PSA: sábado, dia 2 de Junho de 2007, na Santiagro, em Santiago do Cacém

        Principais Resultados:

       
Campeão dos Campeões (machos e femeas): Fryderyk Biarritz, Coudelaria Manuel Heleno - Haras Biarritz

Campeão Nacional Senior: Fryderyk Biarritz, Coudelaria Manuel Heleno - Haras Biarritz

 
       Campeã Nacional Senior: Safira, Coudelaria Lopes Aleixo

Campeão Nacional Júnior:  Z-Yury Ben Biarritz, Coudelaria Manuel Heleno - Haras Biarritz

Campeã Nacional Júnior: Alexad Ben Biarritz, Coudelaria Manuel Heleno - Haras Biarritz

 
Fryderyk Biarritz,
Campeão dos Campeões 2007

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- PROVAS TESTES PARA REPRODUTORES: na última semana de Outubro, na Coudelaria Nacional 

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Notícias importantes
 

- Na Assembleia-geral da nossa Associação, em 4 de Março de 2006, foi decidido por unanimidade aceitar gerir os Livros Genealógicos das raças Puro Sangue Árabe e Anglo-árabe.

- Aos 28 de Dezembro de 2006, nas instalações do Serviço Nacional Coudélico, foram transferidos da Associação Portuguesa das Raças Selectas Selectas, para a Associação Portuguesa do Cavalo Árabe e para a Associação Portuguesa do Cavalo Anglo-árabe, os respectivos Stud-books do Livro Genealógico de Equinos.

 
A Assinatura dos protocolos de transferência : João Costa Ferreira, Director do Serviço Nacional Coudélico
e Manuel H. Domingues Heleno, Presidente da Associação Portuguesa do Cavalo Árabe
 

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- CAMPEONATO NACIONAL DE PSA, em Janeiro de 2006, em Santarém, durante o Salão Internacional do Cavalo:

                1º - Ramsés Din Biarritz (Medalha de Ouro)
Proprietário: Rui Sardinha Alves    Criador: Coudelaria Manuel Heleno - Haras Biarritz
 
         2º - Pintor
Proprietário: Coudelaria N. Sra. do Rozário    Criador: Coudelaria Lopes Aleixo
 
         3º - Utopic
Proprietário: João Salgueiro    Criador: Coudelaria João Salgueiro
 
 

- CAMPEONATO DE PORTUGAL DE PSA, em 27 e 28 de Maio de 2005, na Santiagro, em Santiago do Cacém, durante o Salão do Cavalo:

                Campeão Nacional Junior: Ymir Ben Biarritz 
Proprietário: Coudelaria Manuel Heleno    Criador: Coudelaria Manuel Heleno - Haras Biarritz
 
         Campeã Nacional Junior: Xica Ben Rita
Proprietário: José Adriano Murteira Martins    Criador: Coudelaria José Adriano Murteira Martins
 
         Campeão Nacional Senior: Fryderyk Biarritz
Proprietário: Coudelaria Manuel Heleno    Criador: Coudelaria Manuel Heleno - Haras Biarritz
         Campeã Nacional Senior: Uvaiah
Proprietário: Coudelaria Beja Falcão    Criador: Coudelaria Beja Falcão
 
 
 


 

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 PROVAS TESTES DE SELECÇÃO

de Reprodutores, na Coudelaria Nacional

 

Em cada ultima semana de Outubro são organizadas pela Associação Portuguesa do Cavalo Árabe, pela Associação Portuguesa do Cavalo Anglo-árabe e pela Associação Portuguesa do Cavalo Luso-árabe, com a meritória colaboração da Coudelaria Nacional, as Provas Testes de Selecção de Reprodutores, para machos e fêmeas de 3 ou mais anos, das raças Puro Sangue Árabe, Anglo-árabe e Luso-árabe.

Estas provas, embora tenham o maior interesse para o futuro daquelas raças no nosso País, por enquanto não são obrigatórias para os reprodutores, tendo como principal finalidade a de dar a conhecer aos criadores, proprietários ou compradores o valor de cada animal. Nas provas para os 5 e mais anos os melhores animais recebem o diploma e o título prestigioso de “Reprodutor Elite”, nas provas para os 3 e 4 anos o diploma e o título de “Reprodutor Testado”.

 

Mas, vejamos sumariamente a origem destas provas, que antigamente eram reservadas ao PSA.

Desde 1934 e até 1972, tendo sempre considerado que o Árabe tem outras qualidades além da beleza, os responsáveis pela raça tudo fizeram para preservar simultaneamente as qualidades estéticas, mentais e atléticas da mais antiga e prodigiosa das raças conhecidas.

Assim, a Coudelaria Nacional só admitia como reprodutores os cavalos que, aos 6 anos, obtinham uma nota satisfatória na árvore genealógica, no modelo, nos andamentos e nas provas funcionais. Estas, na sua fase mais dura, eram constituídas por:

- um cross de 3.000 m com 15 obstáculos, até uma altura máxima de 1,20 m, a percorrer à velocidade mínima de 600 m/minuto;
- um steeple de 2.500 m, à velocidade mínima de 700 m/minuto;
- uma prova de salto de obstáculos, com 12 esforços, a uma altura máxima de 1,20m;
- uma prova de estrada de 70 km, à velocidade de 20 km/hora;
- uma prova de ensino, semelhante ás utilizadas em CCE, para melhor avaliar as qualidades mentais e motoras do animal;
- um exame clínico pormenorizado.

Esta selecção, que pensamos ser uma das mais duras realizadas no mundo, fez do Árabe português um animal de excepção, que guardou todas as qualidades mentais e funcionais de outrora.

Provam-no a excepcional coragem e mobilidade dos cavalos que toureiam, onde encontramos estrelas como Avarento, Gramático, Gibrahime, Imoral, Jasmim, Urano, Valoroso, Xistre, etc., sem esquecer Larix Ben Soljana, que tanto publicitou o Árabe português em arenas espanholas.

Testemunham-no também campeões como Cejuba El Berana, Juxito, Ohxul Ben Biarritz, Reject Ibn Biarritz, Aicha Ibn Biarritz, Qkyjul Ibn Biarritz, Diniz Met Biarritz, etc., com os muitos títulos obtidos em modelo e andamentos e em provas desportivas: Campeão dos Campeões no México, Campeão dos Campeões no Brasil, Campeão dos Campeões em Espanha, seis vezes Campeões da Europa, cinco vezes Vice-campeões da Europa, duas vezes quintos em Campeonatos do Mundo, medalhas de prata nos Campeonatos do Mundo de Endurance e, em França, varias vezes os maiores vencedores de corridas para PSA.

 

Face a estes relevantes resultados, a Associação Portuguesa do Cavalo Árabe, a Associação Portuguesa do Cavalo Anglo-árabe e Associação Portuguesa do Cavalo Luso-árabe, decidiram por unanimidade recomeçar a organização de “Provas Testes de Selecção para Reprodutores”, agora abertas ao Puro Sangue Árabe, ao Anglo-árabe e ao Luso-árabe.

Contactado, o Director da Coudelaria Nacional (Fonte Boa), Senhor Dr. Mário Barbosa, desde logo nos prometeu toda a ajuda, pondo à nossa disposição as instalações desportivas daquele local.

E foi assim que, passados 30 anos, em 2002, recomeçaram as Provas Testes de Selecção de Reprodutores, na Fonte Boa.

 

As provas para cavalos e éguas de 3 e 4 anos têm como finalidade a “indicação do valor do reprodutor”, são realizadas num só dia e são pensadas de forma a não comprometer o futuro do jovem animal. Elas são constituídas por:

- uma Prova Montada com figuras impostas, em que são apreciados unicamente os movimentos nos 3 andamentos bem como a sujeição do reprodutor

- uma prova de Cross sem velocidade imposta e com uma distância máxima 1500 metros (no máximo 7 obstáculos naturais e francos para os 3 anos e 10 para os 4 anos, com uma altura máxima de 60 cm para os 3 anos e 70 cm para os 4 anos), imediatamente seguida por um exame veterinário

- depois de um repouso de 15 minutos, os animais de 4 anos realizam um percurso de estradas de 20 km, a uma velocidade mínima de 12 km/hora e máxima de 14 km/hora. Um exame veterinário é realizado nos 10 minutos que seguem a chegada (o tempo de recuperação dos equídeos é primordial para a nota)

- depois de um repouso de pelo menos 2 horas, realiza-se uma prova de Modelo e Andamentos não montada, para os animais de 3 e 4 anos.  

 

As provas para cavalos e éguas de 5 ou mais anos, também são realizadas num só dia, são um pouco “mais puxadas” e constituem-nas:

- uma prova de Ensino com figuras impostas

- um Cross com uma distância máxima de 2400 metros, a uma velocidade de 450 m/m, com um máximo de 14 obstáculos simples a uma altura máxima de um metro, imediatamente seguido de um exame veterinário

- depois de um repouso de 15 minutos, segue-se um percurso de estradas de 20 km, a uma velocidade mínima de 14 km/hora e máxima de 16 km/hora. Um exame veterinário é realizado nos 10 minutos que seguem a chegada (o tempo de recuperação dos equídeos é primordial para a nota)

- depois de um repouso de pelo menos 2 horas, realiza-se uma prova de Modelo e Andamentos não montada.

 

Em todas as idades:

- Na Prova Montada dos 3 e 4 anos e nas provas de Ensino para os mais velhos, é necessário atingir um mínimo de 40% da pontuação máxima

- No Cross três negas no mesmo obstáculo ou 5 no percurso, são eliminatórias. O tempo limite do cross não pode ser ultrapassado em mais de 3 minutos, sob pena de eliminação

- No percurso de estradas não cumprir o tempo concedido em mais ou menos 5 minutos é eliminatório

- No Modelo e Andamentos a média final não pode ser inferior a 14 pontos (em 20)

- Nos exames veterinários é eliminado todo o animal que não satisfaça aos mínimos admitidos.

Se não for atingida a pontuação mínima para obtenção dos diplomas e títulos em jogo, ou no caso de desqualificação, qualquer animal pode ser inscrito nas Provas Testes de Selecção de Reprodutores no ano seguinte.

Qualquer cavalo pode ser montado por diferentes cavaleiros nas diferentes disciplinas, dado que nestas provas interessa julgar a qualidade do futuro reprodutor e não o conjunto “cavalo-cavaleiro”.

Treinos: todos os animais estão autorizados a treinarem no local da prova a partir do dia 1 de Outubro, bastando para tanto solicitar a devida autorização ao Senhor Director da Coudelaria Nacional.

 

Até 31 de Dezembro de 2006, foram galardoados com o título de Reprodutor Elite, reservado aos animais de 5 e mais anos:

- Quadrado, macho de 5 anos, filho de Diniz Met Biarritz e de Hima (RR Magic Count)

- Jovial I, macho de 17 anos, filho de Xeque e de Xira (Jahcyr Ben Cejuba)

- Sardenta, fêmea de 6 anos, filha de Diniz Met Biarritz e de Formalista (RR Magic Count)

- Trovante, macho de 5 anos, filho de Gatun (PSI) e de Ultrajada (Luxor II)

- Vivaldi, macho de 5 anos, filho de Vajido e Danesa (Jahcyr Ben Cejuba)

- Orfeu, macho de 10 anos, filho de Faminto e Caía (Iranico)

- Uvaidoso, macho de 4 anos, filho de Vajido e Danesa (Jahcyr Ben Cejuba)

- Uvaiah, macho de 4 anos, filho de Vajido e Caíta (Iranico)

 

Foram galardoados com o título de Reprodutor Testado, reservado aos animais de 3 e 4 anos:

- Safira, fêmea de 3 anos, filha de Avarento e de Magica (Ba-Ião)

- Safim, macho de 3 anos, filho de Irado II e de Gueixa (RR Magic Count)

- Rodado, macho de 4 anos, filho de Diniz Met Biarritz e de Caia (Iranico)

- Sabina LA, fêmea de 4 anos, filha de Avarento e de Melodia (Ba-Ião)

- Sandokan, macho de 4 anos, filho de Diniz Met Biarritz e de Za-Ira (Iranico)

- Sócrates LA, macho de 4 anos, filho de Avarento e de Maré (Ba-Ião)

- Única, fêmea de 4 anos, filho de Luxor e de Nixola (Xélio)

- Uvaidoso, macho de 4 anos, filho de Vajido e Danesa (Jahcyr Ben Cejuba)

 

As listas dos “Reprodutores Elite” e dos “Reprodutores Testados”, podem ser sempre pedidas pelos interessados, por email, às respectivas associações: psa@puro-sangue-arabe.com, anglo-arabe@sapo.pt, ou luso-arabe@sapo.pt. As inscrições para as provas de 2007 devem ser feitas da mesma forma.

As Provas Testes de Selecção de Reprodutores, serão realizadas todos os anos, na Coudelaria Nacional (Fonte Boa), na última semana de Outubro.

 

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Acolhimento

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